O Rio de Janeiro registrou a primeira morte de uma paciente infectada com HIV após receber um órgão contaminado, em um caso que abalou o sistema de saúde do estado.
A vítima, uma mulher de 64 anos, faleceu em 18 de março, enquanto recebia acompanhamento da Secretaria de Estado de Saúde desde a confirmação da infecção. A causa oficial do óbito ainda está sob investigação.
Em nota, a SES-RJ lamentou profundamente o falecimento e destacou que a paciente recebeu assistência contínua durante um ano e cinco meses, com monitoramento diário por equipe multidisciplinar.
A mulher havia sido indenizada pelo governo estadual em julho do ano passado, e a secretaria reforçou que continuará oferecendo apoio psicológico à família.
O caso veio à tona em outubro de 2024, quando seis pacientes transplantados no estado foram infectados pelo HIV devido a órgãos de doadores contaminados.
Investigações apontaram que o laboratório PCS Saleme, contratado pela Fundação Saúde em dezembro de 2023, emitiu laudos falsos que não identificaram o vírus em dois dos doadores.
Após a descoberta das falhas, o laboratório foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual, o contrato com a Fundação Saúde foi rescindido e a direção da fundação renunciou.
Atualmente, dois sócios e quatro funcionários do laboratório respondem a processos por crimes como lesão corporal gravíssima, associação criminosa e falsidade ideológica, enquanto a Justiça do Rio realiza audiências para ouvir pacientes e testemunhas do caso.
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