A indústria farmacêutica brasileira inicia movimentações para ampliar a oferta de medicamentos à base de semaglutida, substância que se tornou referência no tratamento da obesidade e doenças metabólicas.
A Anvisa atualmente analisa 17 pedidos de registro da substância no país, sendo oito em fase avançada de avaliação e outros aguardando resposta a exigências técnicas.
A abertura do mercado ocorre após o fim da patente, permitindo a entrada de novas empresas, embora a produção de versões genéricas ainda seja limitada devido à complexidade do fármaco biológico.
A semaglutida atua retardando a digestão e promovendo maior sensação de saciedade, além de reduzir o estímulo do apetite. A médica geriatra Marcela Pandolfo explica que o efeito combinado contribui para que o paciente se sinta satisfeito por mais tempo, auxiliando no controle do peso.
Segundo a endocrinologista Ana Paula Rocha, o medicamento é indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 30, ou acima de 27 em casos de comorbidades como diabetes ou hipertensão. “Não se trata de uso recreativo ou para perda de alguns quilos, mas para tratar complicações de saúde relacionadas ao excesso de peso”, alerta.
Mesmo com o fim da patente, a chegada de genéricos será gradual, devido às exigências técnicas rigorosas na produção de fármacos biológicos.
O cenário reforça o potencial clínico da semaglutida e a importância do uso consciente, sempre sob acompanhamento médico.
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