O futuro da governança no Rio de Janeiro começa a se consolidar por meio de eleições indiretas, confirmadas nesta terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) será responsável pela escolha dos novos ocupantes dos cargos de governador e vice-governador.
A decisão do TSE surge após a retificação da certidão do julgamento que declarou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro até 2030, detalhando que a eleição majoritária no estado será indireta, substituindo o termo anterior “novas eleições”.
A necessidade do pleito indireto também decorre do afastamento do ex-vice-governador Thiago Pampolha, que assumiu uma posição no Tribunal de Contas do estado.
O próximo na linha sucessória, Rodrigo Bacellar, permanece afastado da presidência da Alerj por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de investigações relacionadas ao ex-deputado TH Joias.
O governador interino, desembargador Ricardo Couto de Castro, afirmou que aguarda a definição das regras para a realização do processo eleitoral.
Paralelamente, o ministro Luiz Fux enviou ao plenário virtual do STF a decisão que suspende trechos da lei estadual sobre a eleição indireta, mantendo sua liminar que impediu a votação aberta, nominal e presencial na Alerj e a redução do prazo de desincompatibilização para 24 horas.
O julgamento final está previsto para ser concluído na próxima segunda-feira, definindo oficialmente os procedimentos que guiarão a sucessão no estado.
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