O cenário político do Rio de Janeiro entrou em estado de alerta após a confirmação, nos bastidores, de que o governador Cláudio Castro pretende deixar o cargo na próxima segunda-feira (23). A decisão ocorre em meio ao avanço de um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação de seu mandato.
Segundo aliados, a renúncia é uma estratégia jurídica para reduzir danos diante do julgamento que investiga possíveis irregularidades nas eleições de 2022. Entre os pontos analisados estão suspeitas de abuso de poder político e econômico, incluindo contratações consideradas atípicas durante o período eleitoral.
A avaliação de especialistas é que, ao renunciar antes da conclusão do julgamento, Castro pode evitar a perda formal do mandato. No entanto, isso não impede que o TSE dê continuidade ao processo, o que ainda pode resultar em inelegibilidade.
Nos bastidores, a movimentação já provoca intensa articulação política. A eventual saída do governador abre caminho para mudanças na estrutura de poder do estado, com impacto direto nas alianças e nas eleições futuras.
Outro ponto central é a sucessão no comando do Palácio Guanabara. Dependendo do momento da renúncia, a escolha do novo governador pode ocorrer de forma indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), alterando significativamente o equilíbrio político.
A expectativa agora gira em torno dos próximos desdobramentos, tanto no campo jurídico quanto político. A decisão final de Castro deve influenciar não apenas o futuro imediato do governo estadual, mas também o cenário eleitoral de 2026.
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











