O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar as eleições. Até então secretário-executivo da pasta, Durigan ocupava a posição de número dois do ministério e já atuava diretamente na condução das principais pautas econômicas do governo.
Advogado de formação, Durigan construiu uma trajetória que transita entre o setor público e a iniciativa privada. Antes de assumir funções na Esplanada, trabalhou como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp entre 2020 e 2023, período em que esteve envolvido em discussões relacionadas à regulação digital e ao relacionamento institucional da plataforma no Brasil.
Sua relação com Fernando Haddad, no entanto, antecede o atual governo. Entre 2015 e 2016, durante a gestão do petista na Prefeitura de São Paulo, Durigan atuou como assessor em temas estratégicos, participando da articulação com a Câmara Municipal e da coordenação entre secretarias. Nesse período, também integrou o conselho de administração da SPUrbanismo.
A experiência no setor público inclui ainda passagens relevantes pela Advocacia-Geral da União (AGU), onde atuou tanto na elaboração de atos normativos quanto na criação do Núcleo de Arbitragem em São Paulo, entre 2017 e 2019. Em Brasília, durante o governo Dilma Rousseff, trabalhou na Casa Civil, contribuindo na articulação com o Congresso Nacional e no assessoramento de temas ligados à infraestrutura.
Com mestrado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan também teve atuação acadêmica e jurídica ao longo da carreira, incluindo passagem como procurador da Universidade de São Paulo (USP) e experiência na área empresarial em escritório de advocacia.
A escolha de seu nome para comandar o Ministério da Fazenda indica uma aposta na continuidade da equipe econômica e na manutenção das diretrizes adotadas até aqui, já que Durigan participou diretamente da formulação de políticas ao lado de Haddad. Sua nomeação ocorre em um momento de atenção aos indicadores fiscais e à condução da política econômica, especialmente diante de um cenário internacional de incertezas.
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











