Nesta quarta-feira (18), a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) causou repercussão ao pintar o rosto e parte do corpo com tinta escura durante sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
A ação foi realizada enquanto a parlamentar criticava a eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Deputada Fabiana Bolsonaro (PL) causa polêmica ao pintar o rosto de escuro na Alesp durante crítica à eleição de Erika Hilton, gerando debate sobre racismo e representatividade. pic.twitter.com/mXQ010hDDp
— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) March 19, 2026
Durante o discurso, Fabiana afirmou que conduzia um “experimento social” para questionar se sua aparência alteraria a forma como era percebida.
Em seguida, fez críticas à atuação de mulheres trans em cargos de liderança e em esportes femininos.
Parlamentares do PSOL classificaram a atitude como blackface e transfobia. A deputada Mônica Seixas solicitou a suspensão da sessão, afirmando que o ato configura crime de racismo, previsto na Lei 7.716/1989, que é inafiançável e imprescritível, com pena de até cinco anos de reclusão.
Seixas e a vereadora Luana Alves registraram boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
Além disso, Seixas anunciou que levará o caso à Comissão de Ética da Alesp, cobrando posicionamento da presidência da Casa sobre a conduta da parlamentar.
Fabiana Bolsonaro negou que estivesse praticando blackface, afirmando se tratar de um “experimento social”.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites da imunidade parlamentar e o comportamento de deputados durante o mandato.
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