Uma operação realizada no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, resultou na prisão de três feirantes suspeitos de comercializar animais de forma ilegal. A ação foi coordenada pela Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com apoio de órgãos ambientais estaduais e federais.
Participaram da operação o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Comando de Polícia Ambiental (CPAm), além de instituições como Ibama e ICMBio. Ao todo, aproximadamente 50 animais foram resgatados, incluindo espécies silvestres e exóticas mantidas sem autorização e em condições inadequadas.
Entre os animais apreendidos estavam dois filhotes de sagui, uma iguana, cinco jabutis e cerca de 40 aves sem certificação de origem. Segundo as autoridades, algumas dessas aves são espécies raras oriundas de diferentes partes do mundo, como Oceania, Ásia e Europa.
Os três suspeitos foram encaminhados à 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias), onde o caso foi registrado. Eles poderão responder por crimes ambientais, incluindo tráfico e maus-tratos de animais.
De acordo com o deputado estadual Marcelo Dino, presidente da comissão da Alerj responsável pela ação, a fiscalização é essencial para combater esse tipo de crime. Ele destacou que uma iguana resgatada não resistiu devido às condições em que era mantida.
O secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, ressaltou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos. Segundo ele, o objetivo é impedir que o estado seja utilizado como ponto de comércio ilegal de fauna silvestre.
Após o resgate, os animais foram encaminhados para avaliação veterinária e passarão por um processo de reabilitação antes de serem devolvidos ao habitat natural, quando possível.
Técnicos do Inea alertaram que os filhotes de sagui exigem cuidados especiais devido à idade, já que apresentam alto risco de complicações, como hipotermia.
A operação reforça a importância da denúncia da população para combater o tráfico de animais, considerado um dos crimes ambientais mais lucrativos do mundo.
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