O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) realizou, nesta terça-feira (10), uma operação para cumprir mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de um núcleo de segurança ligado à organização criminosa que atuava na Zona Oeste do Rio.
Ao todo, foram expedidos vinte mandados de prisão. Entre os denunciados estão 19 agentes de segurança pública — sendo 18 policiais militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado. De acordo com a investigação, o grupo teria sido cooptado pela organização criminosa para atuar na proteção de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público é resultado de investigação conduzida pelo próprio GAECO no âmbito de um Procedimento de Investigação Criminal (PIC). Segundo os promotores, os envolvidos utilizavam suas funções públicas para garantir a continuidade das atividades ilegais, por meio de um esquema sistemático de corrupção.
De acordo com o MPRJ, os denunciados atuavam diretamente na segurança dos locais de exploração do jogo do bicho e de outras modalidades ilegais, garantindo a proteção da organização criminosa e evitando ações de fiscalização.
Os investigados foram denunciados pelos crimes de constituição de organização criminosa armada, agravada pela participação de agentes públicos e pela ligação com outros grupos criminosos, além de corrupção ativa e passiva.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital. As ações ocorrem em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, incluindo Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.
Também houve cumprimento de mandado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde Rogério de Andrade está custodiado.
A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público (CSI/MPRJ), além das corregedorias da Polícia Militar, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Civil.
Segundo o Ministério Público, os policiais denunciados atuavam em diferentes unidades da corporação, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas da Polícia Militar, o Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e os batalhões 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º BPM.
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