Uma mulher foi presa preventivamente na terça-feira (10) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, suspeita de abusar sexualmente das próprias filhas e compartilhar registros dos crimes na internet.
A prisão foi realizada pela Polícia Federal durante a Operação Guardiões, que tem como objetivo combater a exploração sexual infantil em ambientes digitais.
Além do mandado de prisão preventiva, os agentes também cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As ações ocorreram no município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro onde a investigada morava.
Durante a operação, os policiais federais apreenderam o telefone celular da suspeita. O aparelho será submetido a perícia técnica para aprofundar as investigações e verificar a existência de outros materiais ilegais, além de possíveis envolvidos no caso.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em 2025, após a identificação de arquivos com cenas de abuso sexual infantil compartilhados em fóruns da chamada dark web, área da internet acessada por meio de ferramentas específicas e frequentemente utilizada para atividades criminosas.
Os investigadores também apuram se o material vinha sendo distribuído por meio de aplicativos de mensagens, o que poderia ampliar significativamente a circulação das imagens.
Com o avanço das apurações, os agentes conseguiram identificar as vítimas e a principal suspeita. As crianças, filhas da investigada, têm 4 e 9 anos.
Após a confirmação das identidades, as meninas foram encaminhadas ao Conselho Tutelar, que passou a acompanhar o caso e garantir assistência e proteção às vítimas.
A mulher poderá responder por diferentes crimes previstos na legislação brasileira, entre eles estupro de vulnerável, caracterizado quando a vítima tem menos de 14 anos ou não possui capacidade de consentimento.
Ela também poderá ser responsabilizada pela produção, armazenamento e compartilhamento de material contendo cenas de abuso sexual infantil.
A investigação continua em andamento. A análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos deve ajudar a esclarecer a dimensão dos crimes, identificar possíveis redes de compartilhamento e reunir novas provas para o processo.
As autoridades destacam que denúncias e a cooperação entre instituições nacionais e internacionais são fundamentais para combater crimes de exploração sexual infantil praticados pela internet.
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