A defesa de Viviane Barci de Moraes afirmou que ela não recebeu a mensagem “alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, colocando em questionamento a versão apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, seu marido.
Moraes havia declarado que não trocou mensagens com o ex-dono do Banco Master, alegando que os prints estavam armazenados em pastas vinculadas a outros contatos, conforme reportagem do Estadão publicada no sábado (7).
Os registros foram extraídos do celular de Vorcaro no dia de sua prisão, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 17 de novembro de 2025, pelo software IPED da Polícia Federal.
A mesma pasta reunia arquivos de mensagens e contatos de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, do senador Irajá Abreu e de Viviane Moraes.
Ainda no sábado, a assessoria de Viviane reforçou que a advogada, responsável por serviços jurídicos para Vorcaro em um contrato de R$ 129 milhões, “não recebeu as referidas mensagens”.
Especialistas explicam que a presença de dois arquivos na mesma pasta não significa necessariamente relação entre eles, mas indica que compartilham um mesmo hash, código de autenticação digital usado em perícia forense. Os arquivos foram entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS.
Anteriormente, Moraes havia declarado, por meio da Secretaria de Comunicação do STF, que as mensagens não se destinavam a ele, mas a outros contatos.
A manifestação da defesa de Viviane, porém, contradiz essa interpretação e gera novos questionamentos sobre a análise dos arquivos digitais.
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