Luiz Phillipi Machado, conhecido como Sicário e apontado como cúmplice do empresário Daniel Vorcaro, teve a morte cerebral confirmada em Belo Horizonte na sexta-feira (6).
A defesa informou que o óbito foi declarado no início da noite, poucas horas após a aplicação do protocolo para confirmação da morte cerebral, e que o corpo já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Machado havia tentado suicídio enquanto estava sob custódia da Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte, no contexto da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master.
A Polícia Federal afirmou que agentes prestaram socorro imediato, realizando procedimentos de reanimação e acionando o SAMU, além de abrir procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido.
O investigado era apontado como responsável por coordenar o núcleo de intimidação de Vorcaro, atuando na obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e pressão sobre terceiros.
Paralelamente, a defesa de Daniel Vorcaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às perícias feitas pela Polícia Federal em aparelhos eletrônicos apreendidos. O objetivo é garantir a integridade do material, permitir análise independente e preservar transparência e o devido processo legal, evitando manuseio inadequado.
A defesa também expressou preocupação com possíveis vazamentos de conversas pessoais de Vorcaro, reforçando que os dados seriam utilizados exclusivamente para fins processuais. Em resposta, o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o vazamento de informações.
Daniel Vorcaro foi preso novamente na quarta-feira (4), na terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele já havia sido detido no ano passado, mas liberado com tornozeleira eletrônica. A nova prisão foi motivada por mensagens em seu celular que indicam ameaças a jornalistas e pessoas que contrariaram seus interesses.
A Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias no Banco Master, estimadas em até R$ 47 bilhões, que impactaram o Fundo Garantidor de Créditos destinado a ressarcir investidores. O caso segue em andamento, com atenção às medidas de segurança, preservação de provas e responsabilidades penais dos envolvidos.
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