Quatro homens acusados de estupro coletivo contra uma menor de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, estão detidos em celas separadas na Cadeia José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte da capital. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), todos estão se alimentando normalmente.
João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins foram transferidos para a unidade prisional na terça-feira (3), enquanto Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin chegaram na quarta-feira (4), todos apresentando-se voluntariamente à polícia.
A Cadeia José Frederico Marques funciona como porta de entrada do sistema penitenciário do estado. O cardápio fornecido aos detidos incluiu salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco.
Quanto à entrega à polícia, Vitor Hugo Simonin compareceu à 12ª DP (Copacabana) acompanhado de advogado por volta das 11h de quarta-feira, enquanto Bruno Felipe Allegretti se apresentou na 54ª DP (Belford Roxo) no início da tarde. Mattheus Verissimo Zoel Martins se entregou na 12ª DP na terça-feira, e João Gabriel Xavier Bertho compareceu à 10ª DP (Botafogo).
Todos respondem como réus pelos crimes de estupro coletivo, com agravante por a vítima ser menor de idade, e cárcere privado. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro foi aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente, que ressaltou a violência e a brutalidade do crime.
Há ainda um menor envolvido na investigação, mas até o momento não há mandado de apreensão expedido contra ele. Além disso, a Polícia Civil apura denúncias de pelo menos duas outras jovens contra alguns integrantes do grupo.
Em nota, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho afirmou:
“A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou nesta terça-feira (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia. Ele não é citado nas novas denúncias que estão sendo investigadas.”
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