A CPMI do INSS se reúne nesta quinta-feira (26), às 9h, para votar uma lista com 87 requerimentos que incluem pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal. Entre eles está o do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após a votação, os parlamentares ouvirão o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo(MA) e o advogado Cecílio Galvão. Será a 32ª reunião da comissão que investiga fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.
Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti — preso sob acusação de participação no esquema — é investigado por supostos descontos não autorizados. O pedido de convocação foi apresentado por parlamentares do Novo, entre eles o senador Eduardo Girão e os deputados Marcel Van Hattem, Adriana Ventura e Luiz Lima.
O deputado Edson Cunha de Araújo é citado em apurações da Polícia Federal por movimentar recursos de entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura do Maranhão. Já o advogado Cecílio Galvão teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas. Ele é sócio de uma empresa prestadora de serviços para institutos de previdência em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Entre os requerimentos, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, pede a quebra de sigilo de Lulinha com base em mensagens interceptadas que mencionariam o repasse de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta Luchsinger, apontada como peça central no núcleo político do esquema investigado. Documentos também indicariam transferências de R$ 1,5 milhão entre empresas sob justificativa considerada suspeita pelos investigadores.
A pauta inclui ainda pedidos de quebra de sigilo de outras pessoas e empresas, além da convocação da diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim, responsável pela governança e segurança dos sistemas da autarquia.
A comissão busca esclarecer a origem, o destino e a finalidade de movimentações financeiras consideradas atípicas e eventuais vínculos com fraudes em benefícios previdenciários.
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