Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou um esquema de comercialização clandestina do medicamento Mounjaro falsificado na Zona Oeste da capital. A ação foi conduzida por agentes da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) e resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar a quadrilha.
Segundo as investigações, os medicamentos eram trazidos ilegalmente do Paraguai e revendidos no Brasil sem qualquer autorização sanitária. As negociações aconteciam principalmente por aplicativos de mensagens, onde os suspeitos anunciavam o produto e combinavam diretamente com os compradores.
O pagamento era realizado por transferência eletrônica e a entrega ocorria de forma direta, em encontros previamente agendados, o que dificultava a fiscalização das autoridades.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares que serão analisados pela perícia técnica. Também foi localizada uma carga de medicamentos avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.
A análise preliminar dos aparelhos já apontou a existência de fornecedores, intermediários e distribuidores, indicando uma estrutura organizada de importação e venda ilegal.
Polícia Civil prende quatro suspeitos por venda de Mounjaro falsificado em Bangu. Medicamentos eram trazidos ilegalmente do Paraguai e vendidos por aplicativos de mensagens. Carga apreendida chega a R$ 100 mil. Investigação continua.#MounjaroFalso #PolíciaCivilRJ @diarioguanabara pic.twitter.com/0J3qZ60b5B
— ORebate (@ORebateOficial) February 21, 2026
Entre os detidos estão duas pessoas ligadas à área da saúde, incluindo uma enfermeira associada ao Hospital Municipal da Mãe. Para os investigadores, o envolvimento de profissionais do setor agrava o caso, já que a credibilidade da profissão pode ter sido utilizada para transmitir segurança aos compradores.
Os suspeitos poderão responder, em tese, pelos crimes de associação criminosa e comercialização irregular de produto terapêutico. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros participantes e possíveis ramificações do esquema.
O caso reforça o alerta das autoridades sanitárias sobre o crescimento da circulação de medicamentos falsificados no país. O Mounjaro, indicado para tratamento do diabetes tipo 2 e procurado também para controle de peso, tornou-se alvo frequente de falsificações devido à alta demanda e ao elevado custo do produto original.
Especialistas alertam que o uso de medicamentos sem procedência comprovada pode representar riscos graves à saúde, já que não há garantia sobre composição, armazenamento ou eficácia das substâncias comercializadas ilegalmente.
A orientação é que consumidores adquiram medicamentos exclusivamente em farmácias regularizadas e evitem compras realizadas por redes sociais ou aplicativos de mensagens, prática que aumenta significativamente o risco de adquirir produtos falsificados.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












