O Carnaval não é apenas festa e alegria: para os passistas que desfilam na avenida, a folia também representa um verdadeiro teste físico para o coração. A saúde cardiovascular, que envolve o bom funcionamento do coração e de todo o sistema circulatório — artérias, veias e capilares — é fundamental para manter energia e resistência durante longos períodos de esforço físico.
Durante os desfiles, passistas que sambam por cerca de 40 minutos podem atingir uma frequência cardíaca média de 162 batimentos por minuto, o que corresponde a aproximadamente 89% da capacidade máxima do coração, caracterizando atividade de intensidade moderada a vigorosa.
A cardiologista e arritmologista Veridiana de Andrade alerta que, embora a maioria dos desfilantes saudáveis consiga enfrentar o esforço sem problemas, o risco aumenta para quem possui doenças cardíacas, hipertensão, histórico de arritmias, anemia ou faz uso de estimulantes, álcool em excesso ou mistura energéticos com bebidas alcoólicas.
Sinais de alerta incluem palpitações fortes ou persistentes, falta de ar frequente, tontura, escurecimento da visão, dor no peito e sensação de desmaio. Caso algum desses sintomas apareça, é essencial interromper a atividade, respeitar os limites do corpo e buscar atendimento médico imediatamente.
Entre as formas de prevenção, a especialista destaca hidratação adequada antes, durante e após o desfile, alimentação leve, sono regular nos dias que antecedem a festa, moderação no consumo de álcool e nunca misturar bebidas alcoólicas com energéticos. Quem possui histórico de doença cardíaca deve consultar um médico antes de participar dos desfiles.
A campanha Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, criada em 2007, busca conscientizar sobre prevenção de arritmias e morte súbita, reforçando que o cuidado com o coração é essencial, especialmente durante o Carnaval, quando a energia e a intensidade das apresentações são maiores.
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