O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que apoiaria possíveis ataques israelenses contra o programa de mísseis balísticos do Irã caso não seja alcançado um acordo diplomático. A informação foi divulgada neste domingo (15) pela CBS News, com base em fontes familiarizadas com o tema.
Segundo a emissora, a conversa ocorreu em dezembro, durante um encontro entre os dois líderes na residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.
De acordo com as fontes, discussões internas entre altos oficiais das Forças Armadas e integrantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos passaram a considerar a possibilidade de apoio a uma nova ofensiva israelense contra alvos iranianos.
As tratativas, ainda em estágio preliminar, estariam menos focadas na decisão de Israel de atacar e mais nas formas de suporte que Washington poderia oferecer. Entre as alternativas analisadas estão o reabastecimento aéreo de aeronaves israelenses e a obtenção de autorização para sobrevoo em países ao longo da rota de uma eventual operação.
As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram no início de janeiro, após Trump ameaçar uma possível intervenção militar em meio a protestos internos em território iraniano. Mesmo com a redução das manifestações, o governo norte-americano manteve a pressão e voltou a concentrar críticas nos programas nuclear e de mísseis de Teerã.
No campo diplomático, representantes dos dois países realizaram em 6 de fevereiro, em Mascate, a primeira rodada de contatos indiretos sobre a questão nuclear. Após a reunião, Trump afirmou que o Irã demonstrou interesse em chegar a um acordo, enquanto autoridades iranianas classificaram o ambiente como positivo e defenderam a continuidade do diálogo.
Apesar disso, o governo iraniano tem reiterado que está preparado para responder a qualquer ação militar dos Estados Unidos e considera “absolutamente inaceitável” a exigência de encerramento completo do enriquecimento de urânio.
O cenário combina negociações diplomáticas em andamento com a ampliação das opções militares em análise, evidenciando o momento de alta tensão no Oriente Médio.
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