A semana parlamentar começou com o adiamento da reunião da CPI Mista do INSS, prevista para esta segunda-feira (9). Dois depoimentos estavam na pauta: o do empresário Paulo Camisotti e do deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA).
Paulo Camisotti, filho de Maurício Camisotti — preso desde setembro do ano passado por suposta participação em fraudes —, foi chamado para esclarecer repasses de recursos a empresas da família. De acordo com a CPI, cerca de R$ 13 milhões teriam sido movimentados por meio dessas organizações.
O deputado Edson Cunha de Araújo foi convocado para explicar supostos repasses de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura do Maranhão.
Ambos apresentaram atestados médicos para justificar a ausência. O presidente da CPI Mista, senador Carlos Viana, classificou os documentos como “instrumentos protelatórios” e uma tentativa de esvaziar as investigações. Viana afirmou que medidas regimentais serão adotadas e não descartou a possibilidade de condução coercitiva, caso necessário.
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