Os Correios anunciaram nesta sexta-feira (6) o início da venda de imóveis próprios em diferentes regiões do país como parte do plano de reestruturação financeira da estatal. A expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro de 2026 com a alienação de ativos considerados ociosos.
A decisão ocorre em meio ao agravamento da situação financeira da empresa, que acumulou prejuízo de aproximadamente R$ 6 bilhões até setembro de 2025, quase três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo a direção, a venda de imóveis é uma das frentes para tentar conter o desequilíbrio nas contas.
Na primeira etapa do processo, 21 imóveis serão ofertados em leilões eletrônicos marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro. Pessoas físicas e jurídicas poderão participar. Os bens estão distribuídos por 12 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Goiás, Paraná e Pernambuco.
Entre os imóveis colocados à venda há prédios administrativos, antigos centros operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os valores iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, de acordo com o tipo e a localização de cada propriedade. A previsão é de que, ao longo do ano, cerca de 60 imóveis sejam incluídos no programa de alienação.
A venda dos ativos integra um pacote mais amplo de medidas anunciado no fim de 2025 pela presidência da empresa. O plano prevê, entre outras ações, a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco instituições financeiras e a necessidade de captação adicional de recursos em 2026.
Também estão previstas medidas de redução de custos, como um Programa de Demissão Voluntária que pode atingir até 15 mil funcionários até 2027, além do fechamento de aproximadamente mil agências consideradas deficitárias. A estimativa da estatal é que o conjunto de ações gere economia de cerca de R$ 5 bilhões até 2028.
Com a reestruturação, os Correios afirmam que a meta é restabelecer o equilíbrio financeiro em 2026 e retomar a lucratividade no ano seguinte.
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