A Justiça e o Ministério Público do Rio de Janeiro intensificaram nesta quinta-feira (29) as investigações sobre o envolvimento de policiais na proteção de contraventores. Na segunda fase da Operação Pretorianos, dois PMs aposentados foram presos sob suspeita de atuar na segurança pessoal do contraventor Rogério de Andrade.
Embora um mandado de prisão tenha sido expedido contra Rogério, ele permanece detido em um presídio federal no Mato Grosso do Sul desde novembro de 2024, acusado de ordenar a morte de seu rival Fernando Ignácio.
O Gaeco, grupo especializado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, denunciou os três à Justiça por organização criminosa, com foco na exploração de jogos de azar ilegais e corrupção ativa. A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.
De acordo com o MP, os policiais aposentados prestavam serviços de segurança pessoal a Rogério e sua família. Um dos suspeitos teria subornado um PM da ativa para obter informações sobre operações policiais e influenciar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos de grupos rivais.
A primeira fase da Operação Pretorianos ocorreu em março de 2024, envolvendo 16 policiais da ativa e um policial penal. O nome da operação faz referência à Guarda Pretoriana, unidade histórica que protegia os imperadores romanos, simbolizando a função de defesa pessoal atribuída aos investigados.
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