Durante a temporada de megablocos no Rio de Janeiro, a Polícia Militar (PM) realizou uma série de ações preventivas que resultaram na apreensão de 82 objetos perfurocortantes entre sábado (24) e domingo (25).
As operações ocorreram nos eventos “Chá da Alice” e “Megabloco da Lexa”, no Centro da cidade, marcando uma atuação intensificada da corporação para garantir a segurança de foliões e turistas.
O planejamento especial de segurança, elaborado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM), mobilizou 1.410 agentes que atuaram em todo o Circuito Preta Gil — percurso que vai da Praça da Candelária, passa pela Rua 1º de Março e Avenida Antônio Carlos, e segue até pouco antes do Aterro do Flamengo.
Para monitorar a movimentação do público, foram utilizadas torres de observação e monitoramento aéreo com helicópteros e drones do Grupamento Aeromóvel (GAM), equipados com câmeras e software de reconhecimento facial.
Duas equipes do Grupamento de Patrulhamento em Multidão (GPM) estiveram inseridas entre os foliões para prevenir tumultos. Identificados pelos capacetes brancos, os policiais do GPM são especializados na atuação em grandes multidões e integram o RECOM (Rondas Especiais e Controle de Multidão).
O secretário da SEPM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, destacou a importância do esquema de segurança: “A segurança pública é um pilar fundamental para o sucesso do carnaval de rua do Rio de Janeiro, que atrai milhões de foliões e movimenta significativamente a economia do estado.
A Polícia Militar busca reduzir crimes e garantir que o carnaval ocorra de forma ordenada e segura para cariocas e turistas”.
A coordenação das operações foi centralizada em um carro-comando próximo à Alerj, na Avenida Antônio Carlos, onde equipes acompanharam em tempo real as imagens captadas pelas câmeras de monitoramento.
O esquema de segurança contou ainda com o Regimento de Polícia Montada (RPMont), patrulhando áreas como Central do Brasil e Cinelândia, além de equipes do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) e da Unidade de Controle de Distúrbios (UCD) do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).
Com essa estratégia integrada, a PM buscou equilibrar presença ostensiva, prevenção de incidentes e rapidez na resposta, reforçando a segurança de um dos maiores carnavais de rua do país.
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