Três técnicos de enfermagem estão sendo investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por suspeita de envolvimento na morte de pacientes internados no Hospital Anchieta, em Brasília. O caso veio a público após a divulgação do inquérito policial na quinta-feira (22), revelando indícios de homicídios praticados de forma reiterada dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Entre os investigados está Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, apontada como cúmplice de Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24. De acordo com o inquérito, Marcela teria auxiliado no manuseio da substância utilizada contra os pacientes e acompanhado o colega durante as ações criminosas. A investigação também registra que ela teria demonstrado comportamento incompatível com a gravidade dos fatos ao presenciar as mortes.
O terceiro nome citado no inquérito é o de Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, que também é investigada por possível participação nos crimes.
Em nota divulgada pelo portal g1, o Hospital Anchieta informou que instaurou um comitê interno ao identificar situações consideradas atípicas envolvendo três óbitos ocorridos na UTI. A partir da apuração administrativa, a unidade registrou ocorrência policial, o que deu início à investigação criminal.
Segundo a PCDF, Marcos Vinícius teria tentado matar a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, em pelo menos três ocasiões anteriores. Na tentativa seguinte, realizada em 17 de novembro de 2025, a vítima não resistiu após a aplicação repetida de uma substância tóxica diretamente na veia, conforme descrito no inquérito.
Além de Miranilde, os investigadores apuram a morte de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor público, e de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33, carteiro. De acordo com a polícia, ambos teriam sido vítimas do mesmo método utilizado no primeiro caso. João Clemente morreu no mesmo dia da aplicação da substância, enquanto Marcos Raymundo teria falecido em 1º de dezembro.
O inquérito policial segue em andamento e apura os crimes como homicídio qualificado. A polícia ainda não informou se os investigados foram afastados formalmente das funções ou se haverá novos desdobramentos nos próximos dias.
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