O início do ano costuma ser um período de maior pressão financeira para muitas famílias, que precisam conciliar o pagamento de gastos acumulados com despesas obrigatórias, como IPTU, IPVA e material escolar.
Segundo o psicólogo Miguel Catete, esse cenário pode desencadear a chamada “ressaca financeira”, quando gastos impulsivos oferecem alívio temporário, seguido de frustração e preocupação.
“Dependendo do estado emocional da pessoa, gastar pode funcionar como uma forma muito barata de recompensa. Nem sempre é possível controlar o quanto se gasta, e isso pode levar ao consumo além das possibilidades. A euforia inicial passa, e é nesse momento que chega a ressaca”, explica Catete.
Uma pesquisa do Serasa aponta que 83% dos brasileiros inadimplentes relatam perda de sono e aumento da ansiedade devido ao acúmulo de boletos nesse período. O especialista ressalta que pessoas naturalmente ansiosas ou com dificuldades em organizar suas finanças são mais vulneráveis aos efeitos desse fenômeno.
“A ressaca financeira é mais intensa em quem vive de forma ansiosa e busca no gasto imediato uma sensação rápida de recompensa”, detalha.
Para enfrentar a ansiedade e o estresse financeiro, Catete recomenda atenção ao autoconhecimento e autocuidado. “É importante observar hábitos gerais de saúde: com quem convivemos, o que lemos e assistimos, nossas atividades de lazer. São hábitos que devem ser avaliados e adotados de forma consciente”, orienta.
O psicólogo reforça que entender e organizar tanto os hábitos financeiros quanto os emocionais é essencial para reduzir o impacto negativo das despesas de início de ano e manter equilíbrio entre orçamento e bem-estar.
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