Um episódio de importunação sexual ocorrido em um reality show em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, passou a ser investigado nesta semana pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM).
O caso envolveu uma participante do programa e as autoridades analisam as imagens para identificar a conduta do ex-participante apontado como responsável. Ele deverá ser convocado para prestar depoimento.
O Ministério das Mulheres se manifestou sobre o episódio, destacando que a violência contra mulheres acontece em todos os espaços, públicos ou privados, e não deve ser naturalizada ou tratada como entretenimento.
Flavia Pinto Ribeiro, diretora da OAB Mulher-RJ, explicou que, diferentemente do assédio, a importunação sexual não depende de relação hierárquica. Trata-se de atos libidinosos sem consentimento, como toques, beijos forçados ou cantadas, considerados crime.
Ela reforçou que, historicamente, certas atitudes masculinas foram normalizadas, mas que isso não justifica comportamentos abusivos.
As vítimas podem registrar denúncias nas Delegacias de Atendimento à Mulher, nas defensorias públicas ou pelo Disque 180, que oferece orientação e acolhimento gratuito. Até o momento, a TV Globo, responsável pelo reality show, não se pronunciou sobre o ocorrido.
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