O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Serpens para apurar o suposto envolvimento de uma delegada de polícia com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigada foi presa e teve o nome mantido sob sigilo pelas autoridades.
A operação resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, executados em endereços localizados no estado de São Paulo e no município de Marabá, no Pará. Além disso, a Justiça autorizou dois mandados de prisão temporária no âmbito da investigação.
De acordo com informações oficiais divulgadas pelo MPSP, a delegada mantinha relações pessoais e profissionais com integrantes do PCC. As apurações indicam que ela teria utilizado o cargo de forma indevida durante audiências de custódia envolvendo presos ligados à facção, o que levantou suspeitas de favorecimento e quebra de dever funcional.
A ação conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo e do Gaeco do Pará, reforçando o caráter interestadual da investigação.
Segundo o Ministério Público, as diligências buscam reunir provas documentais, eletrônicas e testemunhais para esclarecer o grau de envolvimento da delegada com o crime organizado e identificar possíveis outros agentes públicos ou civis que possam ter participado do esquema.
A Operação Serpens faz parte de uma série de ações voltadas ao combate à infiltração do crime organizado em instituições públicas e ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno das forças de segurança.
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