O verão carioca tem sido marcado não apenas pelo calor intenso, mas também por denúncias de preços abusivos em praias, envolvendo aluguel de equipamentos e alimentos. Turistas relataram cobranças que chegam a R$ 800 por itens de praia, consumação mínima obrigatória em quiosques — prática ilegal — e valores desproporcionais de comidas e bebidas em pontos turísticos.
Em Copacabana, alguns frequentadores mencionaram tarifas de R$ 100 por um ombrelone e R$ 120 por uma porção de calabresa com batata. A situação gerou preocupação entre visitantes, como a enfermeira Natália Vasconcelos e o cozinheiro Carlos Henrique Estevão, vindos de Valença, no Sul Fluminense.
“De sol e cadeira foi mais em conta. Agora, de comida e bebida, realmente os preços são muito altos”, comentou Natália. Carlos acrescentou que, apesar de pequenas variações diárias, “a bebida e a comida estão muito caras”.
Diante do cenário, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que estuda implementar a tabelação de preços nas praias, inspirado em modelos internacionais, como o adotado em Tel Aviv, Israel. O projeto está em análise pelas secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor, com o objetivo de tornar os valores mais justos e acessíveis aos turistas.
Em pontos como a praia do Leblon, o aluguel de uma cadeira pode chegar a R$ 30, acima do valor médio em outras épocas, que varia entre R$ 15 e R$ 20. Apesar disso, há relatos positivos. A advogada Maria Drummond, de Belo Horizonte, destacou que os preços no Rio foram mais acessíveis do que em outras cidades:
“Vi tantas reportagens sobre preços exorbitantes… aqui não. Cerveja está mais barata do que em vários bares da cidade. Estou muito bem acolhida”, disse.
Entre os comerciantes, há esforços para evitar abusos. Fernando Alves, gerente de uma barraca no Leblon, relatou que proprietários têm buscado tabelar valores entre si, uniformizando preços e evitando excessos.
Denúncias de preços abusivos podem ser registradas pelo Procon Carioca pelo telefone 1746, pelo site proconcarioca.prefeitura.rio ou diretamente com agentes de fiscalização presentes nas praias.
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