A Comissão de Ética da Presidência da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para abrir investigação sobre a conduta do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que atuou durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
O pedido se baseia em declarações de 2022 que levantam suspeitas de uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e possíveis violações de princípios democráticos. Conforme o documento enviado ao STF, o objetivo é “averiguar o cometimento de possíveis infrações previstas no arcabouço ético”.
As suspeitas estão relacionadas a comentários feitos por Heleno durante uma reunião com Bolsonaro em julho de 2022, quando o ex-presidente questionava o funcionamento das urnas eletrônicas.
Na ocasião, o general teria sugerido a possibilidade de interferência da Abin no processo eleitoral que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Também participaram da reunião o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ambos condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
Apesar de ter recebido condenação de 21 anos pelo STF por participação na tentativa de golpe, Heleno cumpre atualmente prisão domiciliar, alegando diagnóstico de Alzheimer, desde dezembro do ano passado.
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