O Brasil dará um passo inédito na área da saúde pública com a construção do primeiro hospital público inteligente do país. A unidade será instalada em São Paulo e financiada por um empréstimo de R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos países que integram o Brics.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7), em Brasília, durante cerimônia que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a presidenta do NDB, Dilma Rousseff.
Segundo o Ministério da Saúde, o hospital será inteiramente digital e funcionará como centro de referência em inovação hospitalar dentro do Sistema Único de Saúde. O atendimento será baseado em tecnologias de ponta, como inteligência artificial, automação de processos e sistemas integrados de gestão clínica.
A unidade fará parte de uma rede nacional de hospitais e serviços inteligentes, conectando UTIs automatizadas em diferentes estados. Ao todo, o sistema contará com 14 unidades de terapia intensiva interligadas, permitindo monitoramento remoto e decisões clínicas em tempo real.
O hospital será vinculado à Universidade de São Paulo e terá uma grande estrutura assistencial, com 250 leitos de emergência, capacidade anual para atender 200 mil pacientes, 350 leitos de UTI e 25 salas de cirurgia. A expectativa é que o projeto seja concluído em até quatro anos.
De acordo com o ministério, a adoção de tecnologias digitais avançadas poderá reduzir significativamente o tempo de espera por atendimento especializado, especialmente em situações de urgência e emergência.
Além da nova unidade em São Paulo, o governo anunciou investimentos para modernizar hospitais do SUS ligados à Unifesp, ao novo hospital oncológico da Baixada Fluminense, ao Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, e a instituições federais no Rio de Janeiro. Somente para os hospitais federais fluminenses, o aporte previsto é de R$ 1,2 bilhão.
O presidente Lula destacou que o fortalecimento do SUS passa pela incorporação de tecnologia e pela garantia de que a população mais vulnerável tenha acesso a serviços de excelência.
Já o ministro da Saúde afirmou que o projeto coloca o Brasil em um novo patamar tecnológico na saúde pública, oferecendo à população recursos que ainda não estão disponíveis nem mesmo em grandes hospitais privados.
A presidenta do NDB ressaltou que o contrato prevê prazo de pagamento de 30 anos e que o projeto conta com a cooperação de países como China e Índia.
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