O debate sobre a redução da jornada de trabalho voltou ao centro da agenda política, e o governo federal acredita que o Congresso Nacional tem condições de aprovar o fim da escala 6×1 ainda antes das eleições de outubro.
A avaliação é do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que defende que o período eleitoral pode impulsionar a discussão, desde que haja participação ativa da sociedade.
Segundo o ministro, a mobilização de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente por meio de sindicatos e centrais sindicais, será decisiva para sensibilizar parlamentares e também o setor empresarial.
Para Marinho, o engajamento social tem papel fundamental no convencimento político e pode acelerar a tramitação da proposta no Legislativo. O fim da escala 6×1 é tratado como prioridade pelo governo e já recebeu apoio público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Luiz Marinho também contestou a ideia de que a mudança na jornada de trabalho possa causar prejuízos econômicos. De acordo com ele, a reorganização do modelo atual é compatível com o crescimento do país e responde a uma reivindicação histórica dos trabalhadores por melhores condições de vida, descanso e saúde.
Durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro, o titular da pasta comentou ainda a política de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, em vigor desde 1º de janeiro.
Segundo Marinho, a medida deve estimular o consumo e injetar aproximadamente R$ 110 bilhões na economia. Ele explicou que a redução do imposto tem efeito direto no salário líquido, funcionando como um aumento real da renda.
Outro ponto abordado foi a regulamentação do trabalho por aplicativos. Para o ministro, o Congresso tem condições de votar e aprovar a proposta ainda no primeiro semestre. O objetivo é garantir direitos e proteção social a motoristas e entregadores, que hoje atuam sem regras claras e com pouca segurança jurídica.
Marinho destacou, no entanto, que a proposta não inclui a regulamentação do serviço de mototáxi. Na avaliação do ministro, a liberação desse tipo de transporte em grandes centros urbanos representa riscos elevados, especialmente diante do alto índice de acidentes envolvendo motocicletas.
Ao defender as mudanças, o ministro reforçou que as propostas do governo buscam equilibrar desenvolvimento econômico, justiça social e proteção aos trabalhadores, tanto nas formas tradicionais de emprego quanto nas novas relações de trabalho impulsionadas pela tecnologia.
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