Oscar Maroni, empresário paulista conhecido por sua atuação na noite paulistana e por declarações públicas controversas, morreu aos 74 anos nesta quarta-feira, 31.
A notícia ganhou grande repercussão nas redes sociais e reabriu discussões sobre episódios marcantes de sua trajetória — incluindo a retomada de um vídeo antigo que voltou a circular.
A informação foi confirmada pela família por meio de nota oficial divulgada pela Instagram.

Vídeo ressurge após morte
Momentos após o anúncio do falecimento, um vídeo de Maroni voltou a viralizar na internet. Nas imagens, ele aparece em clima festivo, segurando bebida e fazendo ataques políticos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O registro, gravado anos atrás, circula atualmente com alegações de que o empresário teria oferecido “recompensa para assassinar Lula”.
Oscar Maroni, empresário e dono do Bahamas Hotel Club, morreu aos 74 anos em São Paulo. A morte foi confirmada pela direção da casa noturna. Paralelamente, voltou a circular nas redes um vídeo com incitação à violência envolvendo o presidente Lula. Siga @Portal_VIU pic.twitter.com/13L2rSH9ej
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O episódio mais conhecido envolvendo Lula — amplamente noticiado à época — foi a promessa feita por Maroni de oferecer cerveja grátis por um mês em seu estabelecimento caso o petista fosse preso ou morto.
Trajetória marcada por polêmicas
A vida de Oscar Maroni foi marcada por embates judiciais, disputas políticas e uma presença constante na mídia.
O caso de maior repercussão ocorreu em 2007, quando o Bahamas Hotel Club foi alvo de uma grande operação policial em São Paulo. O estabelecimento foi interditado, e Maroni chegou a ser preso sob acusações de exploração da prostituição e formação de quadrilha. O episódio virou manchete em todo o país. Anos depois, ele foi absolvido pela Justiça, alegando ter sido vítima de perseguição.
No mesmo período, a construção do Oscar’s Hotel, ao lado do Aeroporto de Congonhas, também gerou controvérsia. Após o acidente com o voo da TAM, em 2007, autoridades municipais passaram a questionar a obra e cassaram o alvará de funcionamento. Maroni reagiu publicamente, levou o caso aos tribunais e acusou a prefeitura de perseguição. O hotel segue em operação.
Da prisão ao reality show
A exposição de Maroni também ganhou força na televisão. Em 2012, ele participou do reality show A Fazenda, da Record. No programa, reforçou a imagem de empresário polêmico, com falas provocadoras sobre sexo, dinheiro e poder. A participação gerou críticas, mas ampliou sua presença no debate público.
Nos últimos anos, Maroni se envolveu cada vez mais em debates políticos e em críticas diretas ao ex-presidente Lula. Chegou a promover eventos alusivos à prisão do petista e declarou interesse em disputar cargos públicos, sempre adotando tom performático e provocador.
A morte de Maroni reacende discussões sobre sua figura pública, especialmente diante da volta de vídeos fora de contexto que alimentam narrativas políticas acaloradas nas redes. Seu nome permanece associado a debates sobre liberdade de expressão, limites legais, judicialização de polêmicas e o papel das redes sociais na amplificação de declarações extremas.
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