A Polícia Federal cumpriu mandados de busca nesta sexta-feira (19) envolvendo os deputados federais fluminenses Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL, no âmbito da Operação Galho Fraco, que investiga suposto desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares.
Sóstenes Cavalcante, eleito em 2022 para o terceiro mandato e líder do PL desde fevereiro, é um dos principais porta-vozes da direita no Congresso. Durante a operação, cerca de R$ 400 mil em espécie foram apreendidos em um endereço ligado ao deputado em Brasília, encontrados em um saco preto dentro de um armário.
O parlamentar afirmou que o valor corresponde à venda recente de um imóvel, pago em espécie, e que já estava declarado no Imposto de Renda. Ele explicou que não depositou o dinheiro no banco devido à “correria de trabalho” e classificou o episódio como um “lapso”, reforçando que não há irregularidades e que se trata de perseguição judicial.
Carlos Jordy também confirmou que é alvo da operação em vídeo divulgado nas redes sociais. O deputado negou qualquer irregularidade envolvendo a empresa citada na investigação e relatou que mandados foram cumpridos em endereços de familiares.
Jordy explicou que a investigação questiona a quantidade de veículos da empresa, mas ressaltou que sua companhia possui apenas cinco veículos, enquanto outras têm frotas maiores, sem que isso configure irregularidade.
A Operação Galho Fraco investiga um suposto esquema de desvio de recursos de cotas parlamentares. Até o momento, os deputados afirmam que todas as movimentações financeiras e transações de imóveis foram realizadas dentro da legalidade, negando qualquer prática ilegal.
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