O Rio de Janeiro celebra a entrega das instalações modernizadas dos hospitais federais do Andaraí e Cardoso Fontes, nesta quinta-feira (4), marcando um ano da gestão compartilhada entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Hospital do Andaraí, destacando o papel fundamental do atendimento de recepção: “O pessoal que está na portaria é a primeira porta que se abre. Se começa mal o atendimento, o paciente fica pior. Quero agradecer o trabalho de vocês e reforçar o papel que terão para orientar o público”, afirmou.
Padilha ressaltou que a unidade retoma seu papel histórico como referência regional e destacou a reorganização do setor de queimados como exemplo das melhorias recentes. O ministro comparou a reestruturação à área esportiva: “O que estamos fazendo nos hospitais federais do Rio é igual ao que o Flamengo teve que fazer. Primeiro, fez a grande reestruturação; depois, começa a ganhar títulos. Agora, é só ser campeão aqui no Rio de Janeiro com os novos hospitais federais.”
Entre as novidades, o Centro de Emergência Regional (CER) do Andaraí passa a funcionar em área definitiva no primeiro andar, com salas de classificação de risco, consultórios, curativos e espaços de acolhimento e medicação, operando 24 horas por dia. A emergência pediátrica será inaugurada na próxima segunda-feira.
O hospital reativou o restaurante hospitalar, fechado há 12 anos, com capacidade para produzir mais de três mil refeições diárias. Com a modernização, o Andaraí poderá realizar até 167 mil atendimentos anuais e conta com um acelerador linear para radioterapia, aumentando em 600 casos anuais a assistência oncológica.
Ao todo, foram investidos mais de R$ 910 milhões na requalificação dos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes, sendo R$ 610 milhões do teto MAC (Média e Alta Complexidade), R$ 200 milhões destinados ao Andaraí e R$ 100 milhões ao Cardoso Fontes. O ministro destacou que esses recursos integram um investimento mais amplo de R$ 1,2 bilhão na reestruturação da rede federal, contemplando também hospitais como Bonsucesso, Lagoa e Ipanema.
Padilha anunciou ainda a aprovação de financiamento internacional de R$ 1,7 bilhão, autorizado pela presidenta Dilma, atualmente à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos Brics), para modernizar hospitais, ampliar UTIs e implementar novas tecnologias.
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