Um novo levantamento do Instituto Fogo Cruzado revela um cenário de alerta para a segurança pública do Rio de Janeiro. Entre 1º de janeiro e 24 de novembro de 2025, 141 agentes de segurança foram baleados na região metropolitana — 64 morreram e 77 ficaram feridos. Quase metade das vítimas (46%) foi atingida em serviço, totalizando 65 agentes baleados durante ações ou operações policiais.
O número representa um aumento de 76% em relação ao mesmo período de 2024, quando 100 agentes haviam sido baleados e 37 deles (37%) estavam em serviço. Especialistas apontam que a escalada da violência contra profissionais da segurança está diretamente associada ao avanço territorial de facções e à intensificação de operações em áreas conflagradas.
A megaoperação realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro, teve impacto significativo nesses índices. No total, 19 policiais civis e militares foram baleados durante a ação — cinco morreram e 14 ficaram feridos — impulsionando a alta de casos em 2025.
O Fogo Cruzado também avaliou a proporção de agentes baleados em serviço antes e depois da operação. Até 27 de outubro, 114 agentes haviam sido atingidos por disparos, sendo 45 deles em serviço, o equivalente a 39% do total. Após a megaoperação, essa proporção saltou para 46%. No acumulado do ano, os 141 agentes atingidos se dividem entre 65 baleados em serviço, 64 fora de serviço ou de folga e 12 aposentados ou exonerados.
Entre as vítimas fatais está o policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, que havia concluído a formação há apenas 40 dias antes da operação. Também morreu o agente Rodrigo Vasconcellos Nascimento, que não resistiu após 20 dias internado, falecendo na madrugada deste sábado (22).
Os dados reforçam a crescente vulnerabilidade de profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública, em um contexto marcado pela expansão de conflitos armados e pelo fortalecimento de grupos criminosos na região metropolitana do Rio.
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