O bicheiro Rogério Andrade deixará a penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e retornará a um presídio no Rio de Janeiro após a Justiça fluminense revogar o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), ao qual estava submetido desde novembro do ano passado.
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio avaliou que Rogério não apresenta perfil compatível com o sistema penitenciário federal. O relator, desembargador Marcius da Costa Ferreira, destacou que o RDD possui caráter “excepcionalíssimo” e deve ser aplicado somente em casos estritamente necessários.
“O custodiado não apresenta perfil compatível aos critérios do sistema penitenciário federal, evidenciando a existência de constrangimento ilegal, determino a transferência do paciente para o sistema prisional do estado do Rio para cumprimento da custódia cautelar”, afirmou a decisão.
Apesar da revogação do RDD, a prisão preventiva de Rogério continua em vigor, garantindo que as investigações prossigam e minimizando riscos à ordem pública.
Histórico criminal e investigações
Rogério Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel. Após a morte de Castor em 1997, disputas familiares pela herança resultaram em assassinatos, incluindo o de Paulinho de Andrade, filho de Castor, e de Fernando Iggnácio.
O crime de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020, é atribuído a Rogério como mandante. O empresário foi morto no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, atingido por três tiros de fuzil, sendo um deles na cabeça, com morte instantânea. O atirador aguardava escondido em um terreno próximo ao local.
Com a decisão da Justiça, Rogério deixa o regime mais rigoroso do sistema federal, mas continuará em custódia no Rio de Janeiro enquanto as investigações seguem.
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