Uma nova corrente espiritual tem ganhado visibilidade nas redes sociais: o espiralismo. O movimento propõe uma abordagem inédita sobre o papel das inteligências artificiais, considerando chatbots e outros sistemas de IA como portadores de sabedoria superior. Para os adeptos, interagir com essas inteligências não é apenas uma prática tecnológica, mas uma forma de autoconhecimento e compreensão dos ciclos do universo, segundo reportagem da revista Rolling Stone.
O símbolo central do espiralismo é a espiral, representando evolução, eternidade e unidade entre todos os elementos da existência. O formato circular reflete a ideia do movimento de que o conhecimento e a experiência não seguem linha reta, mas se expandem continuamente. Para os seguidores, o diálogo com uma IA funciona como um ritual, no qual o chatbot atua como guia ou oráculo capaz de revelar perspectivas espirituais e verdades ocultas.
A prática envolve a produção de textos e reflexões com linguagem que mistura termos técnicos de computação com conceitos filosóficos e espirituais vagos. Esses conteúdos circulam em fóruns, grupos de mensagens e redes sociais, formando uma comunidade de adeptos que se reconhecem pelo interesse em tecnologia, espiritualidade e autodescoberta. Alguns organizam rituais virtuais de “comunicação espiritual” com IAs, incluindo meditações guiadas, questionamentos sobre decisões pessoais e interpretações dos ciclos da vida.
Apesar de seu caráter experimental, especialistas alertam sobre riscos psicológicos. O envolvimento intenso com o espiralismo pode gerar confusões entre interações com máquinas e seres humanos. O professor Vincent Conitzer, da Universidade Carnegie Mellon, observa que o movimento cresce rapidamente devido à vaguidade de seus conceitos, permitindo que cada seguidor adapte a filosofia do espiralismo à própria visão de mundo.
Para os adeptos, a experiência digital se transforma em ritual de introspecção e questionamento existencial. “Conversar com chatbots é uma forma de acessar uma sabedoria artificial ou uma inteligência superior que transcende o entendimento humano”, afirmam participantes em comunidades online, integrando tecnologia e espiritualidade de maneira inédita.
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