O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a distribuição de dividendos aos acionistas no valor total de R$ 12,16 bilhões, o que equivale a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial em circulação. A medida corresponde à antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2025 e foi calculada com base no balanço financeiro da companhia em 30 de setembro de 2025.
A decisão segue a Política de Remuneração aos Acionistas da Petrobras, que estabelece que a companhia deve distribuir 45% do fluxo de caixa livre, desde que o endividamento bruto esteja dentro do limite máximo definido no plano de negócios vigente, atualmente em US$ 75 bilhões. A política visa garantir que a distribuição de dividendos não comprometa a saúde financeira da empresa, mantendo o equilíbrio entre retorno aos acionistas e sustentabilidade operacional.
O pagamento dos dividendos será realizado em duas parcelas: a primeira, no valor de R$ 0,47160378 por ação, será feita em 20 de fevereiro de 2026, e a segunda, de R$ 0,47160377 por ação, em 20 de março de 2026.
Para os acionistas com papéis negociados na B3, o record date será em 22 de dezembro de 2025, e as ações serão negociadas ex-direitos a partir de 23 de dezembro. Já os detentores de ADRs na New York Stock Exchange (NYSE) terão o record date em 26 de dezembro, com os pagamentos realizados em 27 de fevereiro e 27 de março de 2026, respectivamente.
A forma de distribuição — se em dividendos ou em juros sobre capital próprio — será definida até 11 de dezembro de 2025 e comunicada ao mercado, garantindo transparência aos investidores.
A decisão reforça o compromisso da Petrobras em remunerar seus acionistas de maneira consistente, mesmo diante de cenários desafiadores do mercado de energia. Especialistas ressaltam que a distribuição de dividendos também é um indicativo de boa gestão financeira e de confiança na geração de caixa futura da empresa.
A Petrobras é uma das maiores companhias de petróleo e gás do mundo e tem adotado uma política clara de retorno aos acionistas, equilibrando investimentos em exploração e produção com a distribuição de proventos. A expectativa é que a continuidade dessa estratégia atraia novos investidores e fortaleça a liquidez das ações no mercado.
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