O cantor e compositor Lô Borges, um dos fundadores do movimento Clube da Esquina e referência da música brasileira, faleceu aos 73 anos, às 20h50 de domingo (3), no Hospital da Unimed, em Belo Horizonte. Internado desde 17 de outubro na UTI, ele recebia ventilação mecânica devido a uma intoxicação medicamentosa. Durante a internação, passou por hemodiálise e traqueostomia, permanecendo traqueostomizado até seu falecimento. A família informou que, apesar de melhorias temporárias nos parâmetros clínicos, Lô precisou reiniciar a hemodiálise em 27 de outubro para auxiliar a função renal.
Nascido e criado no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, Lô Borges começou sua trajetória musical influenciado pelos irmãos e pela convivência com Milton Nascimento, vizinho e parceiro de composições históricas. Em 1972, lançou com Milton o álbum homônimo “Clube da Esquina”, considerado um dos maiores discos da música brasileira e eleito pela Paste Magazine como o nono melhor álbum de todos os tempos no mundo. No mesmo ano, lançou seu primeiro disco solo, o “Disco do Tênis”.
Após um período afastado dos palcos, vivido em Arembepe, na Bahia, Lô retornou em 1984 com a turnê do álbum “Sonho Real” e voltou a se destacar na década de 1990, com parcerias como a música “Dois Rios”, ao lado de Samuel Rosa. Desde 2019, mantinha a tradição de lançar álbuns inéditos anualmente, sendo o último, “Céu de Giz”, lançado em agosto de 2025 em colaboração com Zeca Baleiro.
Lô Borges deixa um legado essencial para a música brasileira, tanto pelo pioneirismo do Clube da Esquina quanto por sua carreira solo, marcada pela criatividade, inovação e influência duradoura.
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