A participação de ministros do Supremo Tribunal Federal no evento Lide Brazil Conference, em Nova York, foi marcada por uma onda de ofensas em vias públicas e palavras hostis de radicais do bolsonarismo contra os representantes da Justiça.
Em diferentes ocasiões, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso foram xingados e hostilizados de diferentes formas por ativistas de extrema-direita.
Nos encontros tensos em restaurantes ou nas ruas, os ativistas do bolsonarismo ofenderam os ministros chamando de “ladrões” e falaram que eles “não vencerão o Brasil”, em uma referência aos protestos que pedem intervenção dos militares após a vitória de Lula nas eleições.
Xingamentos contra a aparência física dos juízes também foram registrados, em particular sobre Alexandre de Moraes.
O clima de intolerância dos militantes de extrema direita contra os ministros da Suprema Corte se acentua em função da postura firme do STF contra os atos pró-golpe. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes anunciou que os financiadores do movimento antidemocráticos serão identificados e punidos pelo rigor da lei.
Moraes também afirmou que os eleitos na eleição de outubro serão diplomados no dia 19 de novembro e empossados em primeiro de janeiro de 2023.
O radicalismo da extrema direita brasileira não se limita em ataques verbais aos ministros do STF. Pouco antes da eleição, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), um dos próceres do bolsonarismo, foi preso depois de disparar tiros de metralhadora e jogar uma granada contra agentes da Polícia Federal que foram a sua casa cumprir um mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes.
Na véspera da eleição, a deputada Carla Zambelli (PL) foi filmada de arma em punho, perseguindo um eleitor nas ruas de São Paulo.
*Da Sputnik e Fonte Exclusiva. Compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.










