O Dia Nacional do Livro, comemorado no Brasil na próxima quarta-feira (29), é uma oportunidade para estimular a leitura desde a infância, contribuindo para o desenvolvimento integral das pessoas, afirma o presidente da Biblioteca Nacional (BN), Marco Lucchesi.
“Uma infância marcada pelo contato com os livros permite que a criança leia o mundo e o livro simultaneamente, desenvolvendo liberdade, criatividade e empatia”, destaca Lucchesi. Segundo ele, a leitura ajuda a compreender diferentes formas de vida, de afeto e de organização social, ampliando a sensibilidade das crianças.
A data coincide com o aniversário de fundação da Biblioteca Nacional, que completa 215 anos, consolidando sua atuação como guardiã da memória e incentivadora da leitura no país. “O livro expande a imaginação, o intelecto e o espírito, formando adultos mais generosos e conscientes”, acrescenta Lucchesi.
Incentivo à leitura
Entre as iniciativas da BN está a Casa da Leitura, aberta em 1993, que promove o acesso à literatura infantil e juvenil. Localizada em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
Recentemente, a BN inaugurou uma biblioteca hospitalar no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), da UFF, com o objetivo de introduzir a biblioterapia, uma abordagem que utiliza livros como instrumento de apoio para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Outra ação está prevista para fevereiro do próximo ano, voltada a adolescentes privados de liberdade.
Potencial educativo e cultural
Para o professor Godofredo de Oliveira Neto, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o livro potencializa a cognição da criança, preparando-a para compreender o mundo com criticidade e humanismo. Ele reforça que o livro impresso continua relevante, coexistindo com o digital, e destaca exemplos internacionais, como a reversão da Suécia à abolição do livro físico nas escolas.
O presidente da ABL, Merval Pereira, acrescenta que a leitura forma cidadãos mais inclusivos e dialogantes, enquanto Hubert Alqueres, vice-presidente da Abrelivros e da Câmara Brasileira do Livro, ressalta que o Rio de Janeiro, Capital Mundial do Livro em 2023, reforça a importância da data e das políticas públicas para ampliar o acesso à literatura.
“Para crianças, a leitura desenvolve vocabulário, raciocínio, sensibilidade e criatividade; para jovens, amplia horizontes culturais; para adultos, é companhia e suporte em momentos difíceis”, afirma Alqueres.
O Dia Nacional do Livro, portanto, não celebra apenas a obra literária, mas também reforça o papel transformador da leitura na educação, na cultura e na formação de cidadãos mais conscientes e empáticos.
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