A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou que está investigando 10 novos casos suspeitos de contaminação biológica entre pacientes e acompanhantes do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. Entre os casos sob análise, duas pessoas estão internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outras oito seguem em enfermarias.
De acordo com informações da TV Gazeta, o hospital já havia registrado 26 casos confirmados entre funcionários, sendo que 19 precisaram de internação — três deles em estado grave, na UTI.
A origem da infecção ainda não foi determinada. Segundo a Sesa, os exames já descartaram a presença de vírus, e as equipes agora investigam possível contaminação por bactéria ou fungo.
A ala onde surgiram os primeiros casos está passando por desinfecção completa e coleta de amostras ambientais, incluindo água, ar-condicionado, superfícies e materiais hospitalares. Também estão sendo realizados exames clínicos em pacientes e acompanhantes que tiveram contato com o local.
Desde 22 de outubro, não houve novos registros, o que pode indicar controle temporário da situação.
Linha do tempo do surto
Os primeiros sintomas entre funcionários apareceram entre 17 e 19 de outubro. A Sesa foi notificada oficialmente na manhã do dia 20, quando equipes da vigilância sanitária iniciaram as investigações e a coleta de amostras.
Nos dias seguintes, surgiram 10 casos suspeitos entre pacientes e acompanhantes, todos com histórico recente de permanência na mesma ala.
O órgão estadual determinou reforço imediato das medidas de segurança, com uso obrigatório de máscaras N95/PFF2 e isolamento da área afetada. Hospitais da Grande Vitória também foram alertados a reforçar os protocolos de prevenção de infecção hospitalar.
O que se sabe até agora
| Fator investigado | Situação atual |
|---|---|
| Agente infeccioso | Vírus descartado; hipótese de bactéria ou fungo |
| Casos entre funcionários | 26 confirmados |
| Casos entre pacientes/acompanhantes | 10 suspeitos (2 em UTI, 8 em enfermaria) |
| Último registro de novos casos | 22 de outubro |
| Situação do hospital | Funcionamento normal; cirurgias eletivas mantidas, com adiamentos pontuais |
Riscos e impactos
O caso preocupa autoridades sanitárias porque o Hospital Santa Rita é referência em tratamento oncológico, atendendo pacientes imunodeprimidos e mais suscetíveis a infecções.
A suspeita de contaminação ambiental, possivelmente relacionada à infraestrutura do hospital, amplia o alerta para riscos de exposição em outras áreas da unidade.
A Sesa informou que continua acompanhando o caso de perto e que o número total de contaminados pode ser maior, já que ainda há exames em análise.
O que está sendo investigado
- Relação entre os pacientes, acompanhantes e funcionários contaminados;
- Identificação do agente infeccioso entre cerca de 300 patógenos testados;
- Avaliação dos sistemas de água, ar-condicionado, superfícies e insumos hospitalares;
- Auditoria e relatório técnico para verificar possíveis falhas e responsabilidades administrativas.
Orientação ao público
A Sesa recomenda que pacientes, acompanhantes ou profissionais que estiveram no Hospital Santa Rita nos últimos 14 dias e apresentem sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, tosse ou falta de ar procurem atendimento médico e informem que estiveram na unidade.
Também é recomendada a higienização frequente das mãos, o uso de máscaras e a atenção redobrada aos sinais de infecção respiratória.
Próximos passos
A Secretaria aguarda o resultado dos exames do Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) para confirmar o agente causador. A expectativa é que o laudo final seja divulgado até o fim da próxima semana.
Enquanto isso, o hospital segue sob monitoramento da Vigilância Sanitária Estadual, e outros hospitais da Grande Vitória foram orientados a intensificar a inspeção de suas áreas críticas.
Fontes: Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa)
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