A Câmara Municipal de Uberlândia, em Minas Gerais, enfrenta uma das maiores crises políticas de sua história. Dos 27 vereadores em exercício, 22 são investigados por irregularidades e suspeitas de corrupção. As apurações fazem parte de uma série de ações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais.
As operações, conhecidas como “Má Impressão” e “Guardião”, identificaram um esquema de desvio de verbas indenizatórias, emissão de notas fiscais falsas e contratos irregulares com empresas de limpeza e segurança. Segundo o Gaeco, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 4 milhões.
Entre os investigados estão nomes como Alexandre Nogueira (PSD), Ceará (PSC), Dra. Jussara Matsuda (PSB), Felipe Felps (PSB), Hélio Ferraz “Baiano” (PSDB), Juliano Modesto (SD), Pâmela Volp (PP) e outros parlamentares que teriam recebido valores indevidos.
Além das prisões e afastamentos, a Justiça determinou a quebra de sigilos bancários e fiscais, além da apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos. Parte dos vereadores foi presa preventivamente, enquanto outros renunciaram aos cargos.
De acordo com o Ministério Público, o esquema consistia no uso de empresas de fachada para justificar despesas inexistentes, emitindo notas fiscais falsas que eram reembolsadas pela verba de gabinete.
O caso provocou indignação em Uberlândia e reacendeu o debate sobre transparência e fiscalização no uso do dinheiro público. A população cobra punição exemplar aos envolvidos e uma reforma profunda na Câmara Municipal.
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