A cidade de Macaé deu um passo inédito na interseção entre arte e tecnologia. Começou nesta segunda-feira (13) o curso gratuito “Novas Tecnologias – NFT e a Arte do Futuro”, uma capacitação online que introduz a comunidade local ao universo da criptoarte, tecnologia blockchain e tokens não fungíveis (NFTs).
A formação é promovida pela Haber Produções, produtora audiovisual da cidade, e tem como meta construir a primeira galeria de arte digital de Macaé, utilizando a plataforma imersiva Spatial. As aulas são realizadas via Google Meet, das 19h30 às 21h30. A primeira turma conta com cerca de 30 participantes. Um novo encontro está marcado para quarta-feira (15), no mesmo horário.
O projeto foi um dos selecionados no Chamamento Público da Lei Paulo Gustavo – Demais Áreas/Produções Culturais/2024, da Secretaria de Cultura de Macaé, com patrocínio do Ministério da Cultura e Governo Federal.
As oficinas são conduzidas por Ed Martins, fundador da Mídia Daltônica, diretor criativo do Estúdio Cena BXD e do projeto The Life of Baixada, além de professor na Nave do Conhecimento, iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Tecnologia que transforma a arte
A criptoarte é uma forma de expressão digital que utiliza a tecnologia blockchain para certificar a autoria e propriedade de obras como ilustrações, músicas, vídeos, fotos e animações. Os NFTs permitem que artistas comercializem suas criações de forma descentralizada, segura e rastreável, sem depender de intermediários.
“A Criptoarte tem se consolidado como uma das principais expressões artísticas digitais da atualidade. Quem já conhece a linguagem vai poder se aprofundar, e quem nunca teve contato terá a chance de entrar nesse universo”, explica Carol Haber, idealizadora da iniciativa.
Foco na inclusão cultural
Além da inovação tecnológica, o projeto se destaca pela valorização da diversidade entre os participantes. Segundo Carol, houve um cuidado em garantir a participação de pessoas pretas, indígenas, LGBTQIAPN+, moradores de periferias e pessoas com deficiência.
“Eu pesquisei bastante antes de desenvolver esse projeto e não encontrei nenhuma outra iniciativa parecida em Macaé. Por isso, achei importante aproximar a juventude e os artistas locais dessa nova forma de produzir arte e gerar oportunidades”, afirma Carol.
A produtora conheceu o universo da arte em NFT durante uma experiência no Rio de Janeiro em 2022 e percebeu o potencial de levar esse conhecimento à sua cidade natal.
“Aqui em Macaé, esse acesso não existia. Essa formação é um ponto de partida para muitas outras ações culturais e tecnológicas que queremos desenvolver”, completa.
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