A Prefeitura de Cabo Frio deu início nesta segunda-feira (13) à instalação de placas informativas e adesivos educativos para alertar moradores e turistas sobre os riscos de alimentar gaivotas nas praias, marinas e pontos turísticos do município. A medida é uma ação da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, e visa proteger o equilíbrio ambiental e a saúde das aves.
De acordo com a prefeitura, alimentar gaivotas — prática ainda comum entre banhistas — causa impactos negativos tanto para a fauna quanto para o ecossistema local. Além de distorcer o comportamento natural das aves, o fornecimento de alimentos industrializados pode causar doenças, agressividade e dependência alimentar.

As novas sinalizações estão sendo colocadas inicialmente nas praias do Forte, Palmeiras, Peró, Conchas e nas áreas de Tamoios. Elas informam sobre as penalidades previstas na Lei Municipal nº 3.487/2022, que proíbe a alimentação de aves e animais exóticos em espaços públicos. As sanções vão de advertências a multas.
“É fundamental que as pessoas entendam que oferecer alimentos como biscoitos ou restos de lanche não apenas prejudica a saúde das aves, como também interfere no seu papel natural no ecossistema”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Jailton Nogueira.
Segundo ele, as aves acabam abandonando sua dieta natural — composta por peixes e invertebrados — e passam a competir por alimentos nas áreas urbanas, o que gera comportamentos anormais e risco de disseminação de patógenos.
Além da questão biológica, a legislação federal também protege a fauna silvestre. A Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) proíbe qualquer forma de caça, maus-tratos ou interferência sem autorização legal, com punições que incluem multas e até detenção.
A turista Cláudia Inácio, de Sete Lagoas (MG), relatou uma experiência que ilustra o problema: “Estava comendo um espetinho de queijo e uma gaivota pegou da minha mão. É perigoso e ruim para elas também. Apoio totalmente a campanha.”
O casal Elizabeth Conceição e Alberto Cardoso, de Maricá, também destacou a importância da conscientização: “Não é saudável para as aves e ainda cria uma relação de dependência com os humanos. Precisamos respeitar a natureza”.
A campanha também prevê a colocação de sinalizações em marinas e no Terminal de Transatlânticos da cidade, ampliando o alcance das orientações ambientais. A intenção da prefeitura é que a sinalização seja visível logo nos acessos às praias e pontos turísticos, tornando a proibição clara e efetiva.
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