O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta sexta-feira (10), a operação “Poltros”, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação teve como alvo uma nutricionista, um médico e uma secretária de consultório suspeitos de comandar um sofisticado esquema de fraude em reembolsos de planos de saúde.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava dados pessoais de pacientes, incluindo login e senha do aplicativo da operadora AMIL, para solicitar reembolsos de exames e consultas que nunca foram realizados. As vítimas eram, em sua maioria, funcionários da Light, beneficiários de um plano coletivo.
A nutricionista Paula Carolina da Silva Morais, o médico Luiz Victor dos Passos Fernandes e a secretária Márcia Cristina Teixeira da Silva foram denunciados por associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e crime contra a ordem tributária.
Segundo o MPRJ, o trio falsificava pedidos médicos, resultados de exames e notas fiscais, depositando os valores reembolsados em contas digitais abertas em nome das próprias vítimas. Em seguida, o dinheiro era transferido para contas pessoais de Paula.
O setor de fraudes da AMIL identificou as irregularidades e acionou o setor de compliance da Light. Várias vítimas acabaram demitidas da empresa após o escândalo. A operação recebeu o nome de “Poltros”, termo que significa “mercenários covardes”, em referência à crueldade com as famílias atingidas.
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