Preocupada com o crescimento dos casos de bebidas alcoólicas adulteradas e falsificadas, a Prefeitura de Rio das Ostras promoveu nesta semana um curso de capacitação técnica para servidores das áreas de fiscalização. Participaram do treinamento representantes do Procon, da Vigilância em Saúde e da Coordenadoria Municipal de Fiscalização e Postura (Comfis).
O objetivo é garantir que os profissionais estejam preparados para atuar com mais precisão e segurança durante inspeções em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, diante dos recentes casos de intoxicação por metanol registrados em diferentes partes do país.

Como identificar bebidas falsificadas
A capacitação foi conduzida por Michele Mansur, coordenadora executiva do Procon Rio das Ostras, que apresentou técnicas de identificação de fraudes em rótulos, embalagens e vedação de garrafas.
Segundo Mansur, também devem ser retiradas de circulação bebidas com comercialização proibida, especialmente aquelas sem o devido processo de tributação no Brasil.
“Nosso trabalho é garantir que o consumidor não tenha a saúde colocada em risco nem seja lesado economicamente. Com o aumento dos casos envolvendo metanol, a atuação conjunta entre os órgãos é essencial”, afirmou.
Para apoiar os fiscais, foi elaborada uma cartilha prática com sinais visuais comuns em bebidas irregulares: tampa amassada ou desbotada, vedação precária, líquido com coloração duvidosa, garrafas avariadas, erros de português e impressão de baixa qualidade nos rótulos.
Ações integradas e proteção ao consumidor
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, destacou que o curso promove um alinhamento entre os setores envolvidos, ampliando a eficácia das operações.
“Com esse treinamento, todos os órgãos passam a atuar com a mesma linha técnica. O sinergismo entre Procon, Vigilância e Comfis nos permite ações mais rápidas e eficazes, atendendo à orientação do prefeito Carlos Augusto de fortalecer a fiscalização em defesa do cidadão”, afirmou.
As ações de fiscalização seguem com o objetivo de proteger os direitos e a saúde da população, retirando de circulação produtos que representam graves riscos à segurança do consumidor.
Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












