Em tom descontraído — mas em um momento delicado — o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, soltou uma frase inusitada durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6), ao falar sobre os crescentes casos de intoxicação por bebidas falsificadas com metanol no estado.
Falando ao lado de representantes de marcas famosas como Jack Daniel’s e Johnnie Walker, que participam de uma força-tarefa contra a falsificação, Tarcísio fez uma analogia curiosa:
“Todas essas bebidas que são objetos de falsificação… Não vou me aventurar aqui nessa área, porque não é minha praia, tá certo? No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar. Ainda bem que ainda não chegaram a esse ponto”, disse, arrancando risos — e algumas sobrancelhas arqueadas.
Apesar do tom leve, a situação é séria. O número de casos de envenenamento por metanol tem crescido e gerado alarme nas autoridades de saúde. Tarcísio destacou que os próprios fabricantes estão engajados no combate à prática criminosa, já que enfrentam uma “crise de confiança” do público.
“O pessoal dessas empresas tem muita informação e vontade enorme de ajudar. Eles sabem que essa crise afeta diretamente suas vendas”, afirmou o governador.
E, de fato, os reflexos já são sentidos no comércio. Em entrevista à imprensa britânica, Edilson Trindade, gerente de um bar tradicional em São Paulo, relatou uma queda brusca no consumo. “A gente vendia cerca de 80 caipirinhas por dia. Agora, já faz uma semana que ninguém pede nem uma”, lamentou.
Enquanto o governo tenta conter a crise com fiscalizações e campanhas de conscientização, a fala de Tarcísio — entre Coca-Cola e caipirinhas — virou o ingrediente inesperado da polêmica.
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