Em mais um ato pró-Palestina no centro de São Paulo, milhares de pessoas ocuparam a Avenida Paulista neste domingo (5) para protestar contra as prisões dos ativistas da Flotilha Global Sumud, interceptada por Israel enquanto tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza.
Os manifestantes também criticaram a falta de ações do governo brasileiro para garantir a segurança dos 11 cidadãos nacionais entre os mais de 400 detidos.
“O principal motivo da gente estar aqui hoje é pela luta pela liberdade e pelo fim do genocídio que acontece na Palestina”, afirmou o comerciante Ziad Saifi, 51 anos, de origem libanesa.
O grupo, formado por representantes de partidos, sindicatos e movimentos estudantis, caminhou da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, carregando bandeiras palestinas e cartazes com mensagens contra o apartheid e o bloqueio israelense.
A Flotilha Global Sumud, com 50 embarcações e 461 ativistas, levava doações de alimentos e remédios a Gaza quando foi interceptada por forças israelenses fora das águas territoriais do país. Entre as denúncias, há relatos de agressões contra ativistas, incluindo a ambientalista Greta Thunberg.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que Israel deve responder por “atos ilegais e violentos” e garantir a integridade física dos detidos.











