O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, solicitou informações às Secretarias Municipais de Saúde de Petrópolis e de São José do Vale do Rio Preto sobre a capacidade das redes locais para diagnóstico e tratamento de pacientes intoxicados por metanol.
A medida foi tomada após o aumento de casos de intoxicação por bebidas adulteradas em estados como São Paulo, Pernambuco, Paraná, Bahia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Embora o estado do Rio de Janeiro ainda não tenha registros confirmados, o MPRJ busca se antecipar a possíveis ocorrências e garantir que as unidades de saúde estejam preparadas.
O ofício pede detalhes sobre protocolos clínicos, estrutura hospitalar e medidas preventivas adotadas pelos municípios. A Promotoria também considera a Nota Técnica nº 3/2025 da Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), que alerta para o risco sanitário coletivo e orienta sobre cuidados no armazenamento, recebimento e identificação de bebidas suspeitas de adulteração.
O metanol é uma substância altamente tóxica e de consumo potencialmente letal. A ingestão acidental pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte, dependendo da quantidade ingerida e da rapidez do atendimento médico.
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