A OpenAI lançou nesta semana o Sora 2, nova versão de seu gerador de vídeos com inteligência artificial. O Sora é uma ferramenta que transforma descrições em texto em vídeos realistas, funcionando de maneira semelhante ao ChatGPT, mas voltada para imagens em movimento.
A atualização trouxe um feed social que permite compartilhar as produções dentro do próprio aplicativo. Poucas horas após o lançamento, no entanto, a plataforma passou a exibir vídeos com violência, racismo e personagens protegidos por direitos autorais em contextos ofensivos.
Entre os clipes estavam simulações de tiroteios em massa, zonas de guerra e manifestações racistas, além de produções envolvendo figuras como Bob Esponja e Pikachu em cenários políticos ou de ódio. Pesquisadores de desinformação alertam que esses conteúdos podem confundir a percepção da realidade e abrir espaço para fraudes, bullying e manipulação digital.
Sam Altman, CEO da OpenAI, classificou o Sora como um “momento ChatGPT para criatividade”, mas admitiu apreensão sobre riscos de mau uso em redes sociais. Segundo ele, a equipe implementou filtros e recusas automáticas para evitar abusos. Ainda assim, vídeos problemáticos já circulam fora da plataforma, evidenciando falhas nas salvaguardas.
Para especialistas, o caso mostra como a fronteira entre ficção e realidade pode se tornar cada vez mais tênue com o avanço da inteligência artificial. Analistas também apontam que a OpenAI terá de lidar com a pressão de empresas detentoras de direitos autorais e com o desafio de impedir a disseminação de conteúdos nocivos em escala global.
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