O ministro Luís Roberto Barroso realizou nesta quinta-feira (25) sua última sessão plenária à frente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a Corte cumpriu seu papel de preservar o Estado de direito mesmo diante do desgaste pessoal dos ministros e de pressões políticas.
Barroso destacou que o protagonismo do STF muitas vezes se deve à dificuldade do Congresso em legislar em um cenário de alta polarização. Ele reforçou que, desde a promulgação da Constituição, o país manteve 37 anos de democracia, liberdade de imprensa e respeito aos direitos fundamentais, sem casos de desaparecidos políticos ou tortura.
“Apesar do custo pessoal e das decisões sobre questões divisivas, o STF cumpriu – e bem – seu papel de preservar o Estado de direito e promover os direitos fundamentais”, disse o ministro, em alusão ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e às pressões internacionais enfrentadas pela Corte.
A presidência do STF será assumida por Edson Fachin na próxima segunda-feira (29).
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