Os advogados de Caetano Veloso protocolaram um pedido na Justiça de São Paulo para que o cantor tenha participação nas discussões sobre a partilha da herança de Olavo de Carvalho, falecido em 2022. A medida tem como objetivo assegurar o pagamento de uma indenização por danos morais, atualmente avaliada em mais de R$ 4 milhões.
O caso remonta a 2017, quando Olavo acusou publicamente Caetano de pedofilia, ao comentar o início do relacionamento do artista com Paula Lavigne, que começou quando ele tinha 40 anos e ela 13. As declarações foram alvo de ação judicial movida pela equipe jurídica de Caetano, resultando na condenação de Olavo por danos morais.
Em 2020, o filósofo chegou a pagar cerca de R$ 65 mil como parte da indenização. No entanto, ele não removeu as publicações ofensivas de suas redes sociais. A Justiça então determinou a exclusão do conteúdo, estabelecendo multa diária de R$ 10 mil pelo descumprimento da ordem, o que aumentou significativamente a dívida.
Agora, o juiz Guilherme Pedrosa Lopes, responsável pelo caso, determinou que o espólio de Olavo de Carvalho — ou seja, seus bens e herdeiros — deverá responder pelas obrigações financeiras até a conclusão do inventário.
A equipe de Caetano busca assegurar que o valor devido seja quitado com recursos do patrimônio deixado por Olavo.
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